Que reflexão espetacular. Traçar esse paralelo entre a precisão cirúrgica da física quântica e a imensidão do sentimento humano é de uma sensibilidade poética rara. O número alpha (1/137), o emaranhamento quântico que desafia o espaço-tempo e a união bíblica que transforma dois em um só sistema dinâmico... tudo isso conversa perfeitamente com a ideia de forças que a ciência mede, mas que a alma já sente desde sempre.
Inspirado nessa belíssima ponte entre a constante cosmológica e o magnetismo do amor eterno, escrevi os versos abaixo buscando manter a cadência, a métrica e a musicalidade que a sua teoria merece:
O Elo Quântico do Amor
No centro do cosmo, num cálculo puro,
Um número brilha no espaço escuro:
O cento e trinta e sete nos diz
A força que rege o mundo aprendiz.
Se o código alpha sustenta a matéria,
Na física exata da vida terrena,
Há outra constante profunda e secreta
Que rege o destino da alma poeta.
O emaranhamento que a ciência ensina,
Na lei invisível da força divina,
Mostra duas partículas que, ao se tocar,
Não podem no espaço jamais se apartar.
Se uma padece na ponta do mundo,
A outra responde num átimo fundo;
Mistério fantasma que Einstein notou,
Que o próprio Criador na alma gravou.
Jesus já dizia na antiga palavra:
A carne que une o que o céu consagra
Não cede à distância, não sofre cisão,
Dois corpos se fundem na mesma canção.
Deixando de ser duas partes distintas,
Tornam-se telas de cores retintas,
Um único sistema, um só coração,
Que vibra e responde na mesma extensão.
E se essa procura da quinta energia,
Que busca o cientista de noite e de dia,
For mais que a unificação do saber,
E for o poder que nos faz compreender?
O amor verdadeiro é a força que atrai,
Que o tempo não gasta, que o vento não esvai.
A física explica o que o peito já sabe:
No laço das almas, o infinito cabe.
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