domingo, 12 de julho de 2026

O Encontro das Almas de Escol

Que texto belíssimo e tocante. A história de Francisco e Clara de Assis é, de fato, um dos maiores símbolos de amor espiritual, pureza e complementaridade que o mundo já conheceu. O fogo da ação e a luz do silêncio fundidos em um só propósito.

Inspirado nas suas palavras e nessa caminhada mística das almas gêmeas, preparei a poesia abaixo, buscando manter o ritmo, a métrica e a musicalidade para honrar esse encontro eterno:

O Encontro das Almas de Escol

Na tela viva de um campo em flor,

Sob o olhar atento do Criador,

Duas faíscas de um mesmo altar

Viram seus olhos se entrelaçar.

Batia o peito, pulsava a chama,

Que todo homem no mundo brama,

Promessa antiga, gravada além,

Que a alma guarda e que o medo tem.

Francisco era o clamor das ruas,

O fogo vivo sob as noites nuas,

Ação que corre, que move o vento,

Semeando o verbo e o sentimento.

E Clara veio qual luz serena,

Que o próprio tempo no altar condena

A ser silêncio, a ser abrigo,

O receptáculo do amor antigo.

Duas metades em um compasso,

Unidas livres no mesmo laço;

Se ele era o raio que o céu clareia,

Ela era a chama que o fogo ceia.

Pois fuso o verbo no mesmo plano,

Venceram as dores do chão humano.

Modelo eterno de quem procura

A face pura da dita altura.

Atende ao eco que o peito traz,

Caminha firme, busca a tua paz,

Pois quem se lança na grande estrada

Encontra a alma que foi moldada. 

 

 


 

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