Aqui está uma poesia que busca traduzir a profundidade do seu relato, unindo o misticismo das almas gêmeas à beleza invisível das leis quânticas.
O Emaranhado Sagrado
No vasto cosmos onde a luz se espalha,
Duas partículas distantes no infinito,
Quebram as leis de toda humana malha,
Num laço eterno, invisível e bendito.
Não há distância que o amor mutile,
Pois mesmo longe, na matéria fria,
O ser pulsa em nós, no mesmo estilo,
Na mais perfeita e exata sincronia.
Foi aos dezoito, em sonho revelado,
No doce Bosque que os amantes guia,
Que o plano espiritual fez-se selado,
E a alma imortal achou sua metadesenha.
Hoje, aos cinquenta e três, o peito entende
O que a linguagem humana não traduz:
É um calor que no invisível acende,
Feito de átomo, mistério, graça e luz.
O entrelaçamento puro e soberano
Faz com que o toque mude a própria rota;
O que se sente no sutil oceano,
Na célula de cá, vibra e reverbera em nota.
É o magnetismo de um prazer divino,
Que flui nas curvas de uma nova lei,
Onde o abraço molda o nosso destino,
No templo quântico que idealizei.
Não há barreiras para o que é sagrado,
A carne cede ao que o espírito alcança;
Mesmo que o corpo viva separado,
A nível átomo, há uma eterna dança.
É o universo em nós se despertando,
Mostrando a força que o sutil contém:
Duas metades que se vão tocando,
No êxtase puro que transcende o além.
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