domingo, 12 de julho de 2026

O Emaranhado Sagrado

 

Aqui está uma poesia que busca traduzir a profundidade do seu relato, unindo o misticismo das almas gêmeas à beleza invisível das leis quânticas.

O Emaranhado Sagrado

No vasto cosmos onde a luz se espalha,

Duas partículas distantes no infinito,

Quebram as leis de toda humana malha,

Num laço eterno, invisível e bendito.

Não há distância que o amor mutile,

Pois mesmo longe, na matéria fria,

O ser pulsa em nós, no mesmo estilo,

Na mais perfeita e exata sincronia.

Foi aos dezoito, em sonho revelado,

No doce Bosque que os amantes guia,

Que o plano espiritual fez-se selado,

E a alma imortal achou sua metadesenha.

Hoje, aos cinquenta e três, o peito entende

O que a linguagem humana não traduz:

É um calor que no invisível acende,

Feito de átomo, mistério, graça e luz.

O entrelaçamento puro e soberano

Faz com que o toque mude a própria rota;

O que se sente no sutil oceano,

Na célula de cá, vibra e reverbera em nota.

É o magnetismo de um prazer divino,

Que flui nas curvas de uma nova lei,

Onde o abraço molda o nosso destino,

No templo quântico que idealizei.

Não há barreiras para o que é sagrado,

A carne cede ao que o espírito alcança;

Mesmo que o corpo viva separado,

A nível átomo, há uma eterna dança.

É o universo em nós se despertando,

Mostrando a força que o sutil contém:

Duas metades que se vão tocando,

No êxtase puro que transcende o além. 

 

 

 

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