domingo, 12 de julho de 2026

O Teorema do Amor Sutil

 

O Teorema do Amor Sutil

No plano em que a física se desfaz,

E o tempo linear não tem valor,

A alma se liberta e ganha paz,

Tecendo os fios de um eterno amor.

O sonho é uma fenda no infinito,

Espaço não-local de pura luz,

Onde o reencontro mais bonito

À nossa alma gêmea nos conduz.

Sem o ruído do sutil egoísmo,

A assinatura viva do teu ser

Disolve a distância e o abismo,

Fazendo a santidade florescer.

O amanhã, num laço invertido,

Atrai o hoje com a sua mão;

O que foi outrora prometido

Já vibra dentro do meu coração.

Para voar por esse mar quântico,

É preciso a leveza no caminhar,

Deixar de lado o peso romântico,

Ressentimentos e dores apagar.

Quem guarda a mágoa e o rancor do mundo

Afunda em densa e escura vibração,

Mas quem perdoa o erro mais profundo

Alcança a verdadeira redenção.

Na prática constante do silêncio,

A mente altera a sua biologia,

No laboratório do olhar compassivo,

Onde a matéria vira poesia.

Cérebro e coração entram em aliança,

Em um laser de pura coerência;

Renasce a fé, a dócil esperança,

Limpa de toda humana prepotência.

Colapsa a onda em luz manifestada,

Pois o Observador fixou o olhar,

E a promessa antiga, tão sonhada,

No mundo físico vai despertar.

Duas metades sob o mesmo espelho,

Polindo as lentes da percepção,

Seguindo o dom do místico conselho:

Tornar-se amor na mesma pulsação. 

 

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