A Equação do Absoluto
Quem diz que o sentimento é incerteza,
E nega ao puro amor a exatidão,
Esquece que ele habita a Natureza,
E segue as mesmas leis da criação.
Se a nossa ciência ainda é pequena
E não achou a fórmula ideal,
Um dia a teia quântica, serena,
Vai traduzir o elo elementar.
Nas salas de um futuro nobre e belo,
Onde o ensino médio vai guiar,
Ao lado do quadrado de Einstein, vê-lo:
O cálculo que ensina a se encontrar.
Medido com rigor e com clareza,
O arrastamento exato das metades,
Com a precisão que aponta, na certeza,
O tempo, o espaço e as velocidades.
Será o Santo Graal do novo mundo,
A chave para além do que se vê:
Viagem no sutil e no profundo,
No tempo e no espaço que há de ser.
Dobrando as dimensões da Realidade,
Rompendo a órbita de todo o chão,
O amor guiará a Humanidade
Na mais perfeita e exata direção.
A nota de um país e sua riqueza
Serão medidos pela união;
Cessando de uma vez a vil pobreza,
O ódio, o crime e a desolação.
Pois onde duas almas são ligadas,
A economia encontra o seu valor,
As dores do passado são curadas
Na matemática que gera o amor.
E livres do pavor da gravidade,
Com corpos feitos de uma fina luz,
Venceremos a velhice e a enfermidade,
No fluxo que o sutil enfim produz.
A raça humana alcança o seu apogeu,
E ganha o firmamento e a amplidão:
O Amor, que o próprio cosmos escreveu,
Dará as asas da evolução.
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