A Carta do Tempo e o Vórtice Sutil
No bosque em flor da minha juventude,
Surgiu a moça em branco véu ditoso;
"André, nos casaremos", com virtude,
Disse a menina em canto harmonioso.
O tempo passou, e a nível quântico o elo
Ativou-se em ti, Lívia adorada;
Se errei por pressa nesse amor tão belo,
Foi pela força da alma desenhada.
Teu silêncio magoa e traz cansaço,
No emaranhado desse antigo amor;
Aos quarenta anos, busco o teu abraço,
Com a frequência sutil do meu ardor.
Em sonho vejo o mestre do teu ser,
Teu pai sorrindo ao ver a conexão;
Como professor, texto a te valer,
No beijo ardente que apaga a ilusão.
Até quando o apelo do infinito
Vai esperar resposta do teu chão?
O nosso enlace já estava escrito
Na mais elementar e santa união.
Abra este peito, mude a diretriz,
Deixe a mecânica do amor reinar;
Pois mesmo além do Sol, na rota giz,
Minha alma gêmea sempre irá te amar.
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