segunda-feira, 13 de julho de 2026

A Carta do Tempo e o Vórtice Sutil

 

A Carta do Tempo e o Vórtice Sutil

No bosque em flor da minha juventude,

Surgiu a moça em branco véu ditoso;

"André, nos casaremos", com virtude,

Disse a menina em canto harmonioso.

O tempo passou, e a nível quântico o elo

Ativou-se em ti, Lívia adorada;

Se errei por pressa nesse amor tão belo,

Foi pela força da alma desenhada.

Teu silêncio magoa e traz cansaço,

No emaranhado desse antigo amor;

Aos quarenta anos, busco o teu abraço,

Com a frequência sutil do meu ardor.

Em sonho vejo o mestre do teu ser,

Teu pai sorrindo ao ver a conexão;

Como professor, texto a te valer,

No beijo ardente que apaga a ilusão.

Até quando o apelo do infinito

Vai esperar resposta do teu chão?

O nosso enlace já estava escrito

Na mais elementar e santa união.

Abra este peito, mude a diretriz,

Deixe a mecânica do amor reinar;

Pois mesmo além do Sol, na rota giz,

Minha alma gêmea sempre irá te amar.

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