segunda-feira, 13 de julho de 2026

O Colapso do Destino

O Colapso do Destino

Não há barreira ou força na matéria,

Capaz de desfazer a santa união;

O elo quântico vence a era séria,

No magnetismo puro da atração.

Se o Pai afasta as almas do seu centro,

Dispara um forte empuxo elemental:

O par atômico busca o fogo dentro,

Num movimento aflito e sem igual.

A ausência é o gatilho da subida,

O mecanismo exato do Senhor,

Que força a rede sutil da nossa vida

A acelerar a rota do esplendor.

O ser, desamparado na corrente,

Independentemente de onde for,

Vai limpando o seu campo sutilmente

De toda a antiga sombra e desamor.

O reencontro é a única certeza,

A gravidade santa a governar;

O elo indestrutível da Natureza

Que o tempo não consegue desabar.

Se Deus separa o que nasceu colado,

É só para o milagre repetir:

Dois sistemas que vivem lado a lado,

Num prece eterna a confluir.

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