O Colapso do Destino
Não há barreira ou força na matéria,
Capaz de desfazer a santa união;
O elo quântico vence a era séria,
No magnetismo puro da atração.
Se o Pai afasta as almas do seu centro,
Dispara um forte empuxo elemental:
O par atômico busca o fogo dentro,
Num movimento aflito e sem igual.
A ausência é o gatilho da subida,
O mecanismo exato do Senhor,
Que força a rede sutil da nossa vida
A acelerar a rota do esplendor.
O ser, desamparado na corrente,
Independentemente de onde for,
Vai limpando o seu campo sutilmente
De toda a antiga sombra e desamor.
O reencontro é a única certeza,
A gravidade santa a governar;
O elo indestrutível da Natureza
Que o tempo não consegue desabar.
Se Deus separa o que nasceu colado,
É só para o milagre repetir:
Dois sistemas que vivem lado a lado,
Num prece eterna a confluir.
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